Investimentos anunciados para infraestrutura de transportes
Estado de São Paulo, 2017-out.2024, em R$ bilhões
A comparação entre os períodos 2017-2020 e 2021-2024 (até outubro) revela que os investimentos destinados à infraestrutura de transportes paulista aumentaram 33,2%, de R$ 86,8 bilhões para R$ 115,6 bilhões, de acordo com a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp). Os recursos noticiados por concessionárias privadas tiveram alta de 61,9%, representando dois terços das inversões divulgadas a partir de 2021 para os transportes.
Investimentos das concessionárias nas atividades de transportes
Estado de São Paulo, 2021-out.2024, em %
Mais da metade dos recursos noticiados entre 2021 e 2024, por concessionárias privadas, direcionaram-se à construção, expansão e/ou modernização de rodovias do Estado de São Paulo (R$ 42,2 bi). Outros R$ 25,6 bi envolveram os investimentos destinados à rede metroferroviária de passageiros. Destacam-se ainda R$ 5,8 bi para o transporte ferroviário de carga e R$ 3 bi relacionados à operação aeroportuária.
Maiores investimentos em rodovias e aeroportos
Estado de São Paulo, 2021-out.2024, em R$ milhões
No segmento de rodovias, o maior valor vinculou-se ao lote Noroeste Paulista (R$ 10 bi), com extensão de 600 km, concedido à EcoRodovias. Os investimentos da CCR, por sua vez, referem-se ao lote Rota Sorocabana, com 460 km (R$ 8,8 bi), além dos 356 km da Via Dutra e 270 km da Rio-Santos (R$ 7,4 bi). Por fim, aparecem a CBI, no lote Litoral Paulista, com 213 km (R$ 4,3 bi); e a Via Appia, no trecho norte do Rodoanel Mario Covas, com 44 km (R$ 3,4 bi). Já as inversões da Aena estão focadas no Aeroporto de Congonhas (R$ 2,2 bi).
Maiores investimentos no transporte metroferroviário
Estado de São Paulo, 2021-out.2024, em R$ milhões
No transporte de passageiros, a liderança coube às empresas Comporte e CRRC pelos R$ 14,2 bilhões anunciados para implantação do Trem Intercidades, que ligará São Paulo a Campinas, com extensão de 101 km. Na sequência, destacam-se os R$ 10 bi do grupo CCR, destinados a linhas do metrô paulistano (5 e 4) e de trens metropolitanos (8 e 9). No transporte ferroviário de carga, sobressai a MRS, concessionária do trecho paulista da Malha Sudeste (R$ 4,2 bi).